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5 passos para um descarte de entulho adequado na empresa!

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O descarte de entulhos é um dos principais desafios de uma empresa de Engenharia Civil no Brasil, visto que ainda não há um sistema de recolhimento adequado para esse tipo de material. É responsabilidade da empresa elaborar e viabilizar uma política interna que respeite todas as determinações legais e os princípios da sustentabilidade ambiental e inovação.

Hoje em dia, muitos dos materiais utilizados podem ser reciclados ou reutilizados. A isso, damos o nome de logística reversa, que envolve as tarefas de coleta e seleção de lixo, de reciclagem e de reintrodução desses materiais no mercado.

Quer saber mais sobre tudo isso? Continue a leitura deste post!

1. Entenda a classificação do entulho

Como praticamente tudo que está relacionado à construção civil, há normas e orientações específicas sobre a definição e os processos relacionados aos entulhos. Esse tipo de padronização é essencial para manter a qualidade da obra e colocar sua empresa no patamar dos projetos internacionais.

Há várias classificações importantes relacionadas ao descarte de entulho. Muitas empresas cometem o equívoco de ver apenas os restos e fragmentos de concreto, argamassas, madeiras e tijolos nessa categoria. Assim, surge uma concepção equivocada, que impede a reciclagem desses materiais.

As peças de metal, por serem facilmente recicláveis, não são vistas como entulho. Assim, essa categoria acaba se tornando a de “não-recicláveis”, a de descarte definitivo. Sabemos, no entanto, que isso não é mais verdade. Os metais também são entulhos que, de forma geral, podem ser reutilizados ou reciclados.

2. Atente-se à legislação e suas normas

A legislação para o descarte de entulho é relativamente simples. Todas as normas gerais e princípios estão presentes na resolução CONAMA 307. Ela divide os resíduos de demolição e construção em quatro classes.

Classe A

Esses materiais devem ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados. Se isso não for feito, devem ser encaminhados a aterros de resíduos classe A para reuso futuro.

Classe B

São aqueles que podem ser reciclados e reutilizados para outras finalidades. Se isso não acontecer, devem ser encaminhados a locais de armazenamento temporário até que passem pela reciclagem ou reutilização.

Classe C

Devem ser armazenados, transportados e destinados de acordo com norma técnica específica até que se encontre uma forma de reutilizá-los.

Classe D

São os resíduos potencialmente nocivos, que precisam ser armazenados, transportados e destinados de acordo com legislações específicas.

3. Planeje o descarte

Sua empresa precisa ter uma política de descarte muito bem definida, que vai servir como base para o planejamento de cada obra. Ela deve ser baseada nas legislações nacionais, estaduais e municipais, além de regulamentações como:

  • as normas federais para a construção civil, como a Resolução 307/2002 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e a Lei 12.305/2010;
  • as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, como a NBR 10.004, a NBR 14.728/2005 e a NBR 16.280;
  • os Planos Estaduais de Resíduos Sólidos;
  • os Planos Municipais de Gestão de Resíduos de Construção Civil.

Um diferencial é a conformidade com as normas de padronização da International Organization for Standardization, que garante certificados de qualidade e de sustentabilidade com valor internacional, como a ISO 9001 e a ISO 14.001.

Depois disso, o plano de descarte deve ser feito em cada obra, obedecendo às regulações locais e as características do projeto. Nos planos, devem constar as estratégias de:

  • caracterização e identificação de resíduos;
  • triagem;
  • acondicionamento;
  • transporte;
  • destinação.

4. Tenha uma estratégia de logística reversa

A logística reversa é um conceito muito popular, que inclui as operações de reciclagem e reutilização de materiais. Como há várias normas e especificidades, acreditamos que o melhor seja contratar uma consultoria ou terceirizar parte dessas tarefas.

A reutilização na obra é possível para grande parte dos resíduos sólidos gerados. Para que isso aconteça, separe estações de reciclagem de acordo com a classificação proposta pela CONAMA. Além disso, pode ser interessante fazer subdivisões de acordo com o tamanho do agregado, do tipo de material, entre outros. Assim, é possível saber qual é o melhor uso para cada categoria.

Existem também os serviços de caçamba, que podem ser utilizadas para a armazenagem temporária e o encaminhamento para os aterros especializados em cada classe. É preciso se atentar na hora da contratação, pois esse serviço precisa estar regulamentado pelas autoridades municipais.

Na hora de fazer parcerias com essas empresas, certifique-se que o contrato diga qual é a responsabilidade de cada parte em relação à destinação do entulho. Além disso, a cada entrega para descarte, exija um documento de comprovação da entrega dos resíduos em área licenciada.

5. Entenda como deve ser feito o descarte de entulhos de cada classe

Felizmente, grande parte dos resíduos de uma obra pode ser reciclada no local como agregados. Um estudo feito pela Cooperativa da Construção Civil do Estado do Ceará (COOPERCON-CE) estimou que cerca de 74% dos entulhos das obras verticais se enquadram nessa categorial. As classe B, C e D representam uma proporção de 10%, 15% e 1%, respectivamente.

Classe A

São aqueles resíduos que podem ser reutilizados dentro da própria obra ou reciclados no papel de agregados, como fragmentos e restos de construção, demolição, reparo ou reformas de:

Diante disso, eles podem ser reaproveitados em várias etapas da obra, como:

  • base — os resíduos são excelentes para preencher as fundações e proporcionar uma economia muito grande de concreto novo;
  • sub-base — os resíduos granulares podem fornecer um excelente agregado a esse tipo de estrutura;
  • revestimento primário — muitos agregados, inclusive o solo de terraplanagem, podem ser utilizados para aumentar a estabilidade do revestimento primário.
  • pavimentação — os resíduos miúdos e granulares podem servir de agregados para o revestimento de vias e corredores de passagem de carga, pois se agregam perfeitamente aos impermeabilizantes rígidos, semiflexíveis e flexíveis.

Classe B

Nem todo o material é útil para o uso como agregado, então é preciso dar outras destinações. Isso é muito importante, pois frequentemente vemos o equívoco de utilizá-los como agregados — o que compromete a segurança da estrutura e dos usuários. Eles são:

  • plástico;
  • papelão;
  • metais;
  • gessos;
  • vidros.

Esses materiais devem ser reutilizados de acordo com as finalidades de cada um. Uma estratégia interessante é fazer uma parceria com associações de catadores locais, de forma a unir sua estratégia de sustentabilidade ambiental à de desenvolvimento social. Isso é muito valorizado pelos clientes.

Classe C

São os resíduos que ainda não apresentam nenhuma técnica viável para a reutilização. Também, não podem ser reciclados e recuperados na reciclagem. Esses materiais não apresentam toxicidade para o ambiente ou para a saúde.

Classe D

Essa é a classe cujo descarte deve ser mais cuidadoso devido ao seu potencial nocivo para a saúde e o ambiente. Qualquer erro no processo pode gerar caracterização de crime ambiental. Por esse motivo, confira a redação original para não cometer nenhum erro:

“São resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde.”

Essa categoria apresenta o descarte mais caro e complicado para as empresas de construção civil. Desse modo, a melhor medida é evitar o uso de materiais classificados como D. Em vez de usar telhas de amianto, por exemplo, prefira as opções metálicas. Além de atóxicas, elas são facilmente recicláveis. Em alguns casos, como os reparos de clínicas radiológicas, sempre procure um serviço especializado confiável.

Com esse passo a passo de descarte de entulhos, certamente suas obras e reformas ficarão em conformidade com as regulações, evitando multas e suspensões de alvará. Uma estratégia responsável traz mais credibilidade para a sua empresa, além de contribuir para a preservação do meio ambiente.

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