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Entenda o que é Design Thinking e suas aplicações na Construção Civil!

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Você sabe o que é Design Thinking (DT)? Muitas pessoas já ouviram falar desse conceito, visto que ele é uma tendência muito importante na inovação, mas como sua aplicação em cada área ganha contornos diferentes, falaremos aqui um pouco mais sobre a construção civil.

O grande objetivo do Design Thinking é permitir que os processos se desenvolvam sempre de forma a proporcionar a geração de novas ideias. É uma forma de contrabalancear a rigidez de fluxos de trabalhos, que não dão tempo e espaço para que os colaboradores pensem em como otimizar suas tarefas e os resultados. Continue a leitura e fique por dentro do assunto!

O que é Design Thinking e o que ele significa?

Nas últimas décadas, a área de design evoluiu bastante e trouxe grande parte das maiores inovações que vemos hoje. A cada dia, novos produtos e novas técnicas criadas por eles revolucionam a vida das pessoas. Pensando nisso, os gestores de projeto começaram a avaliar quais eram os processos das agências de design que traziam tanta inovação. Desse modo, os conceitos poderiam ser aplicados em outros setores.

Eles perceberam que a estruturação dos fluxos de trabalho eram bem diferentes nas empresas de design. Não havia aquele modelo tradicional sequencial, em que cada etapa apresentava um escopo bem rígido e autossuficiente. Para melhorar os processos, é preciso abandonar o pensamento linear de montagem e seguir um modelo mais cíclico.

Além disso, os gestores de projeto notaram que a maioria das empresas adotava fluxos tão engessados que isso impedia que os colaboradores se conectassem melhor com os clientes. Em outras palavras, o foco do trabalho estava nos processos, e não nos consumidores.

O DT significa, então, adotar uma nova cultura interna e buscar estratégias para que cada projeto seja um microambiente para insights e inovação.

Quais são os principais objetivos dessa estratégia?

A gestão baseada em soluções é a grande pedra angular do Design Thinking. Geralmente, os gestores tradicionais focam na identificação de um problema ou de uma limitação. Chamamos isso de gestão baseada em problemas. Desse modo, em vez de partir rapidamente para a ação, eles analisam um problema por vários vieses.

No design, o problema é identificado e explorado de forma sucinta para que grande parte da energia seja gasta com a criação. Assim, em vez de extensas análises de documentação, há uma interação com os envolvidos no processo, de forma a entender o que clientes internos e externos precisam. Para isso, são seguidas 5 etapas, que vamos explicar a seguir.

Quais são as 5 etapas do Design Thinking?

Para que os objetivos anteriores sejam conquistados, foi proposto um fluxo em 5 etapas. Ao contrário dos processos tradicionais, elas não são lineares: são cíclicas e fluidas, isto é, é possível voltar sempre que for necessário re-estruturar um conceito.

Empatizar

É o processo de tentar se colocar no lugar do seu cliente, interno ou externo. Busque compreender quais são:

  • as dores;
  • as necessidades;
  • os desejos;
  • os objetivos;
  • as insatisfações.

Nos projetos de construção civil, isso é essencial na hora do planejamento. Para cada cliente, pense quais foram as diversas emoções que o levaram a desejar uma obra naquele momento. É uma etapa de imersão, isto é, o foco não é a documentação. Toda a equipe envolvida no projeto precisa ter o foco em se colocar no lugar do outro.

Definir

Depois de vários insights gerados na fase anterior, é preciso organizá-los. Agora é hora do brainstorming e de documentar:

  • quais são as dificuldades que os clientes enfrentam nas construções tradicionais;
  • quais são os limites e as barreiras para uma solução inovadora;
  • como contorná-los;
  • quais são os padrões positivos e negativos que podem ajudar o projeto;
  • qual é a dor central que a equipe precisa solucionar.

Em vez de focar nos problemas dos processos, pense na solução ideal para o cliente. Não é o resultado que se deve moldar aos processos: é justamente o oposto!

Idealizar

É a hora de começar a desenhar a solução. Todos os envolvidos no projeto — do estagiário ao executivo — devem participar dessa etapa. Todas as sugestões são bem-vindas, acolhidas e registradas. Os colaboradores têm a liberdade de complementar os outros em um cenário amigável.

Ao final, algumas técnicas interessantes podem ser utilizadas para resumir os resultados, como:

  • mapa mental — fluxos bem visuais sobre cada grupo de ideia gerada;
  • role play — cada pessoa pode interpretar o papel de um stakeholder (cliente, diretores, executivos) e provocar os demais para uma solução mais rica.

Aqui, não é necessário que apenas uma ideia seja escolhida, pelo contrário: todas aquelas viáveis e que tiveram um bom apoio devem continuar.

Prototipar

Todas as ideais que se mostraram viáveis na etapa anterior vão se tornar um protótipo, ou seja, uma versão simplificada do produto final. Assim, a equipe pode conhecer as fraquezas, as vantagens, as oportunidades e as ameaças que surgem de cada uma. Desse modo, fica mais fácil perceber se há mesmo viabilidade.

Cada protótipo pode ser aceito, aprimorado, redesenhado ou rejeitado. Para isso, pode-se retornar às etapas anteriores.

Testar

O protótipo finalmente será avaliado ou testado pelos usuários finais — geralmente o cliente. Ele pode dar sugestões, que devem ser acatadas e testadas. Assim, as etapas anteriores podem reiniciar até que todos estejam satisfeitos com o resultado.

Como o Design Thinking pode ser contribuir com a gestão de projetos da construção civil?

Há algumas vantagens duradouras da adoção dessa estratégia no seu canteiro de obras. Vamos falar de algumas delas a seguir.

Melhorar a comunicação

Esse é o grande gargalo da construção civil em diversos sentidos:

  • os clientes sempre reclamam da falta de comunicação durante as etapas de planejamento e de execução;
  • a falta de diálogo entre os colaboradores acaba provocando um excesso de retrabalhos e atrasos.

Com o Design Thinking, todas as partes podem opinar livremente sobre os processos, as técnicas e o desempenho. Aquela visão hierárquica de um canteiro de obras é mitigada e o clima organizacional fica muito mais leve — o que aumenta a produtividade.

Tornar o time multidisciplinar

No processo de implementar o DT, sua equipe acaba adquirindo diversos conhecimentos e competências que vão além da “caixinha da construção civil”. Os colaboradores podem entrar em contato com a gestão de processos, o design e conhecer melhor o trabalho e a forma de pensar dos colegas. Isso enriquece e traz inovação.

Reduzir os erros

Os processos tradicionais são compartimentados, e os colaboradores geralmente ficam apenas dentro da sua “caixinha”. Com isso, podem executar tarefas que prejudicam o bom andamento das etapas subsequentes. No DT, todos conhecem os processos e realizam as ações com consciência de como fazer uma boa entrega para a próxima etapa.

Criar processos mais eficientes

Além disso, eles podem dialogar para melhorar e resolver eventuais falhas frentes. Com isso, o fluxo de trabalho fica muito mais coeso, pois a integração entre as etapas é feita por pessoas que estão enfrentando os desafios na linha de frente. Não é uma imposição de cima para baixo, como ocorre na gestão tradicional.

Se você não sabia o que é Design Thinking, já deve ter compreendido o poder potencial dessa técnica. Há livros inteiros dedicados especialmente ao assunto. Aqui, pudemos dar apenas um panorama bem amplo. Se você gostou de saber mais, não deixe de se aprofundar no assunto.

Restou alguma dúvida? Você já tinha ouvido falar sobre o tema? Deixe um comentário e participe da conversa!

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