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Os 5 erros em um orçamento de obras que você não deve cometer

A ocorrência de erros, por menores que sejam, pode ocasionar uma série de prejuízos em uma construção. Cometer erros em um orçamento de obras, por exemplo, pode representar o aumento do custo, a extrapolação do prazo e, em alguns casos, tornar o empreendimento inviável. 

Um orçamento bem elaborado deve contemplar todas as atividades a serem realizadas, bem como os materiais de construção, a mão de obra e os demais insumos que serão necessários em cada uma das etapas.

O principal objetivo de um orçamento é realizar uma estimativa de custos, que se aproxime, ao máximo, da realidade da obra. Surpresas em relação ao quantitativo de materiais ou em relação ao custo de serviços, por exemplo, não são nem um pouco bem-vindas. 

É fundamental conseguir controlar os gastos e acompanhar a evolução dos serviços, buscando manter a execução dentro do que foi orçado. Essa é uma prática de sucesso para a execução de um empreendimento. 

Ficou interessado pelo assunto? Então, veja os 5 erros em um orçamento de obras que você não deve cometer. Não perca essa oportunidade!

1. Não verificar os custos indiretos

Muitos profissionais realizam um orçamento detalhado, levando em consideração cada uma das etapas da obra. O processo é realizado minuciosamente, gerando um documento completo. Entretanto, alguns se esquecem de verificar os custos indiretos. 

BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) é utilizado para determinar os custos com despesas indiretas em um empreendimento. Despesas com a administração central, custo financeiro, garantias, seguros, impostos e uma margem para incertezas englobam esse índice. Confira:

  • administração central: deve-se considerar uma divisão de gastos entre a sede da empresa e as obras. Esse custo varia entre 7% e 20%, dependendo do faturamento;
  • custo financeiro: o custo financeiro engloba juros por conta de empréstimos realizados para a execução da obra;
  • garantias: maneiras para garantir o cumprimento do contrato, como caução, papéis selecionados, entre outros;
  • seguros: seguros da obra, como garantia de execução contra terceiros. Deve-se levar em consideração todos os seguros, independentemente de estarem estabelecidos em contrato ou não;
  • impostos: tributos municipais, estaduais e federais devem ser levados em consideração;
  • margem para incertezas: utilizada para sanar imprevistos que podem ocorrer na execução de um empreendimento. Essa margem varia entre 5% e 10%.

2. Não dar atenção à precificação dos serviços

Um dos principais erros em um orçamento de obras pode ser encontrado na precificação dos serviços. É preciso ter muito cuidado ao realizar essa etapa, pois ela é responsável por atribuir valores financeiros a todas as etapas seguintes a serem realizadas em um empreendimento.

A melhor maneira para determinar o custo final de uma obra se dá pela priorização dos custos diretos e pela utilização do BDI. Assim, os serviços serão precificados adequadamente, aumentando a chance de sucesso do empreendimento. 

Além disso, é preciso se certificar que o processo de levantamento de quantitativos foi realizado corretamente, evitando que a quantidade de determinado item esteja errada. Esse tipo de erro pode ser o causador de diferenças importantes na quantidade de mão de obra ou de materiais no orçamento, impactando negativamente o projeto. Pense nisso!

3. Contar com índices desatualizados

A maneira mais comum de se realizar um orçamento de obras se dá pela utilização de índices, afinal determinar a produtividade de um trabalhador ou uma máquina em determinados tipos de serviços não é nada fácil. 

Sendo assim, orçamentistas utilizam índices de produtividade de serviços similares para a realização de um orçamento de qualidade. Esses índices também devem englobar custos com combustível, manutenção, horas paradas, chuvas e outros problemas que possam afetar a produtividade dos serviços. 

Dessa forma, o orçamentista deve sempre atualizar os índices com informações fornecidas pelos serviços de campo. Assim, sempre serão utilizados dados reais da produtividade encontrada em campo, evitando grandes desvios. 

Podemos concluir que o contato constante entre a equipe de orçamentos e a equipe de campo é primordial para o futuro de uma construtora. Essa proximidade permitirá a atualização de índices e a elaboração de orçamentos mais próximos da realidade.

4. Não definir os custos da administração local

Definir os custos da administração local também é um dos erros mais comuns em um orçamento de obras. A administração local nada mais é do que os profissionais que trabalham no empreendimento, bem como toda a estrutura física necessária para tal. 

Pode-se dizer que a administração de obra, normalmente, engloba:

  • equipe de obras (engenheiros, técnicos, estagiários, mestre de obras, encarregados, entre outros);
  • equipe administrativa (funcionários do setor administrativo, como auxiliares, profissionais do departamento de recursos humanos, almoxarifado, etc.);
  • equipe de segurança do trabalho (engenheiro e técnico em Segurança do Trabalho, técnico em meio ambiente, médico e enfermeiro, dependendo do porte da obra);
  • custos com alimentação, transporte, exames médicos, ferramentas e EPIs (Equipamento de Proteção Individual);
  • mobilização e desmobilização da obra;
  • canteiro de obras (escritórios, refeitórios, banheiros, tapumes, placas, etc.);
  • custos de manutenção do canteiro de obras (água, energia, internet, limpeza).

É fundamental conhecer e listar todos os custos da administração local, evitando que eles se tornem um gargalo no orçamento. Além disso, a maioria desses custos é mensal, o que pode significar um impacto grandioso nos custos. 

5. Não analisar os métodos construtivos

Existem várias maneiras de executar uma mesma atividade, não é mesmo? Entretanto, apenas uma solução construtiva deve ser escolhida para a execução de sua obra. Logo, analisar os principais métodos construtivos pode significar economia de recursos e uma obra mais rápida. 

O orçamentista deve conhecer e ser capaz de analisar os principais métodos construtivos. Saber diferenciar uma fundação superficial de uma fundação profunda ou a pavimentação em concreto asfáltico da utilização de tratamento superficial, são alguns exemplos. 

É importante definir os métodos construtivos a serem utilizados, uma vez que detalhes podem fazer a diferença no custo final. Além disso, o orçamentista não pode se esquecer do processo de logística, que é essencial para garantir que os insumos cheguem ao canteiro de obras no momento certo, evitando o atraso das atividades. Pense nisso!

Infelizmente, erros em um orçamento de obras são comuns. Entretanto, não é impossível conseguir um orçamento que se aproxime da realidade de custo de sua obra, evitando surpresas em relação à quantidade de materiais ou em relação aos preços dos serviços. Preste atenção nos pontos e evite que o orçamento seja considerado um problema.

E aí, gostou do nosso artigo? Já cometeu alguns desses erros em um orçamento de obras? Sentiu-se atraído por esse assunto? Então, curta nossa página no Facebook e veja todas as nossas postagens. Estamos te esperando!

 

 

Comments (1)

  1. Excelente, fiz vários orçamento de obras, comete erros. Sim muitas vezes. Não no todo, mas acontece.

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